Quando contemplamos a vida de São Padre Pio de Pietrelcina, deparamo-nos com um mistério que transcende a mera piedade humana: o mistério de um homem cujo coração ardeu de um amor tão avassalador por Jesus Cristo que transformou toda a sua existência terrena em um contínuo holocausto de oração e reparação pelos sacerdotes.
Em uma de suas cartas mais comoventes ao seu diretor espiritual, em 1913, o Padre Pio narra uma visão mística que sintetiza a essência de sua missão: Jesus apareceu-lhe com o semblante desfigurado de dor e lágrimas nos olhos. Ao perguntar a Jesus a razão de tanto pranto, o Divino Mestre respondeu-lhe: «Meu filho, não creias que a minha agonia tenha durado apenas três horas no horto... Não! Eu estarei em agonia por causa das almas mais beneficiadas por Mim até o fim do mundo. A minha dor mais pungente são os sacerdotes!»
Diante desse abismo de amor ferido, o jovem frade capuchinho não hesitou. Ele não pediu alívio, não pediu consolações humanas; pediu para ser vítima. O seu amor apaixonado a Jesus Cristo — o Fim Último de todas as coisas — exigia uma resposta de amor total: tomar sobre si a fraqueza, as dores e a necessidade de santificação do clero do mundo inteiro.
Como recorda com veemência o Padre Paulo Ricardo em suas catequeses e nas pregações do Santo Rosário junto ao Instituto Hesed, o sacerdote é alguém que não se pertence mais. Ele foi configurado a Cristo Cabeça e Esposo. Quando um sacerdote vacila ou se torna tíbio, multidões de almas se perdem no desânimo.
Por isso, o Padre Pio compreendeu que a maior caridade e o mais sublime apostolado sobre a face da Terra é rezar pelos padres. Ele passou até 16 horas diárias trancado no confessionário em San Giovanni Rotondo, suportando as dores atrozes dos estigmas invisíveis e visíveis, oferecendo cada gota de sangue para que os sacerdotes da Santa Igreja Católica fossem santos, castos, corajosos e profundamente eucarísticos.
«Senhor, castigai-me a mim, tomai o meu sangue e as minhas forças, mas poupai os vossos sacerdotes e dai-lhes a graça da santidade perpétua!»— São Pio de Pietrelcina
Nenhum apostolado em honra ao Padre Pio pode desviar o olhar do centro da Fé Católica:
Sejamos nós também imitadores desta santa entrega: rezemos diariamente um Terço pelos nossos sacerdotes, pelo nosso Bispo e pela Santa Mãe Igreja.